quarta-feira, 24 de abril de 2013

O "deus" mendigo




Como sabemos, o "evangelicalismo" prega um deus que não é das Escrituras. Um deus, a saber, criado pela mente carnal e idólatra de cada um, a fim de atender as carências carnais dos mesmos. Assim, para ilustrar melhor, segue um breve diálogo que, o mais clara e concisamente possível, tenta mostrar como é a visão do deus deles, mesmo inconscientemente. 

"deus" e o mendigo

*¹- Por favor, aceite!
**²- Não, eu não quero! Não aceito!
¹- Mas, por favor... eu estou querendo te dar, por que não aceita?
²- Porque eu não quero aceitar e ponto! Você não pode me forçar a nada.
¹- De fato, eu não posso... e por isso choro.
²- Chore, não me importo. Chore por não poder fazer nada, nada! Seu fraco!
¹- Mas... por que você não aceita? E se caso eu implore? De joelhos, eu faço!
²- Eu poderia pensar no seu caso... mas provavelmente não.
¹- Eu faço o que você quiser, eu juro! O que você quer?
²- Huuumm... Queria alguns consolos e mimos, pode ou tá difícil?
¹- O que você quiser, é só falar!
²- Ah, pensando bem, eu não quero esses seus favores patéticos.. tu pede em troca que eu o ame;
uma pergunta, por que você é tão carente?
¹- Sim, exato! Eu dou o que você quiser, em troca, peço-te apenas que me ame!
²- Não, obrigado... é muita carência pro meu gosto.

***³-Por que ele não nos aceita, papai? Por que? Por que ele não nos quer?!
¹- Calma, meu filho, calma... precisamos ter paciência e implorarmos mais. Mas, sabe? Eu tive uma ideia! Que tal você morrer por ele? Talvez tu o conquiste se assim fizer.
³-Ótima ideia, papai! Morrerei! Mas... estou com medo. Só morrerei se eles quiserem me matar, afinal, não posso forçá-los a nada. Não tenho poder pra isso.
¹- Ótimo, filhinho! Morra por ele! E por todos! Todo mundo merece sua morte, todos estão carentes por isso! E vai saber, né? Se tu morrer, talvez todos nos amem; e outra, aquele ser não é mau, apenas incompreendido.

[...]

³-Papai, morri por eles. Morri, mas eles não me querem mesmo assim. Aquele homem ainda me detesta. Por que, papai? Por que?!
²- Olha, vocês por aqui novamente? Com essa fraqueza toda, prefiro muito mais meus problemas e sujeiras mesmo...
¹- Calma, filhinho, calma... talvez algum dia eles nos amem. Talvez... algum dia, quem sabe? Só nos resta esperar pela boa vontade deles, e que eles abram o coração bom e amável deles, pois, afinal, o coração do ser humano é maravilhoso, apenas incompreendido e carente de amor dos céus. Nós temos esse amor, filhinho. Só precisamos que eles aceitem de bom grado. Eles vivem! Eles são! Glórias ao homem e não a nós!

[¹* "deus" da "livre-escolha" do "evangelicalismo" criado por suas mentes idólatras;
²** Mendigo;
³*** "jesus" imaginário dos mesmos citados no item primeiro]

[...] deus é o mendigo. 
E o mendigo, deus.


Infelizmente, esta é a realidade. Proclamam um deus fraco, que não é o das Escrituras. Um ídolo, uma imagem, com pretexto de amor e benignidade, mas, na realidade, exala apenas carnalidade, idolatria e fraqueza; por conseguinte, deve ser declarado anátema, ao som da proclamação do verdadeiro evangelho de Cristo Jesus, nosso Senhor.

Mas sabemos que nosso DEUS, o Altíssimo, não é assim. É absolutamente Soberano sobre todas as coisas, e faz o que quiser, com quem quiser e quando quiser. Toda glória, honra e majestade ao único que é digno.


"Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças;Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há outro.Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas." 
(Isaías 45:5-7)

terça-feira, 16 de abril de 2013

A Salvação do Mundo





"Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro. Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua." (vs. 22-23)

- Isaías 45:14-25

As Escrituras são claras de que a restauração depois do exílio é uma benção não apenas para os Judeus mas também para todo o mundo. Encontramos este tema através dos profetas, que falam das nações Gentílicas vindo para o rei Davídico para guia, aproveitando a herança de Israel, comendo um rico banquete, sendo chamados pelo nome do Senhor, recebendo a benção de paz, e mais depois do exílio (Isaías 11:10; 19:16-25; 25:6; Amós 9:11-12; Miqueias 4:1-5). A passagem de hoje também revela essa verdade, pois no mesmo contexto de sua predição do retorno sob Ciro (Isaías 45:1-13), Isaías vê as nações Gentílicas vindo e se tornando envergonhados de seus ídolos e voltando ao Senhor para salvação (vs. 22-25).

Ciro era o agente inicial de Deus da restauração, mas os profetas pós-exílio nos contam que a restauração plena não aconteceu em 538 a.C. porque o povo de Deus continuou em seus pecados (Ageu 1:1-4; Zacarias 1:1-6; Malaquias 2:10-16; 3:6-15). Algumas condições do exílio, tais como a falta de poder da nação, persistiram até a vinda de Jesus, quem por Seu sacrifício e ressurreição começou a real restauração. Ao comissionar Seus discípulos a fazerem discípulos de todas as nações, Ele declarou que a restauração havia chegado, então era o tempo dos Gentios começarem a experimentar todos os benefícios do pacto da graça de Deus. (Mateus 28:18-20)
Então a passagem de hoje se refere não apenas ao dia de Ciro, mas sim ao inteiro período entre Ciro e a consumação final do reino sob Jesus o Messias. Algo do que é descrito já está acontecendo, enquanto esperamos ainda outras coisas acontecerem. Por exemplo, todas as nações idólatras ainda não tornaram-se envergonhados perante os olhos de todas as pessoas, pois a maioria das pessoas continua servindo deuses falsos (v. 16). Eles não reconhecem que estão orando "para um deus que não pode salvar" (v. 20), pois como em séculos passados Deus escondeu-Se das nações (v. 15), o Senhor escolheu não fazer-Se conhecido para todos na face da terra. Ele revela a Si mesmo e Sua salvação apenas aos seus eleitos, e sem essa revelação, não podemos ser salvos (Mateus 11:27; João 3:5-8).

Hoje, entretanto, sabemos certamente que os eleitos incluem pessoas de toda tribo e língua, pois a promessa do ajuntamento das nações depois do exílio em Isaías 45 está sendo cumprida. Nem todas as pessoas já se submeteram ao Senhor, mas Gentios de todo o mundo estão se ajoelhando a Cristo Jesus, a encarnação do Senhor sobre quem Deus outorgou "o nome que é acima de todo nome" (Isaías 45:23; Filipenses 2:9-11).

Coram Deo

Aqueles de nós de herança Gentílica que servem Cristo provavelmente não consideram esse fato de forma suficiente: nós somos cumprimentos das promessas de Deus ao Seu povo. O Senhor prometeu que as nações O serviriam, e como homens e mulheres de todas as nações são convertidas, essa promessa é guardada. Claro, isso não é devido a nada em nós, pois isso é tudo pela graça de Deus. Ainda assim, é um imenso privilégio ser um cumprimento da promessa de Deus, e não devemos nunca nos cansar de dar graças a Ele por isso.

Passagens para Estudo Adicional

Salmos 46:10; 72:11
Zacarias 2:10-12
Mateus 25:31-46
Romanos 15:8-13

tradução: Jonathan Arthur Morandi

Deus tem o melhor pra você! Romanos 12:2






Eu já perdi a conta de quantas vezes já ouvi “Deus tem o melhor para você!”. Seja em cultos dominicais, em reuniões e festas cristãs, e, principalmente, quando alguém está passado por momentos de grande dificuldade.

É comum que quando passamos por momentos difíceis ou quando estamos em momentos decisivos de nossa vida decidamos compartilhar nossas dificuldades com outras pessoas; e, mais comum ainda, infelizmente, é que tais pessoas nos cerquem com positivismo e palavras otimistas que, muitas das vezes, terminam com o grande “chavão cristão”: Não se preocupe! Deus tem o melhor pra você! 

Realmente, consolarmos uns aos outros é perfeitamente Bíblico, pois a Bíblia nos diz que devemos “Chorar com os que choram” (Rm12: 15); mas, neste artigo, desejo ater-me à definição humanista que tem substituído o verdadeiro sentido de “O melhor de Deus” como consolo para o crente.

Para grande parte das pessoas o “melhor de Deus” é o não sofrer, ter uma vida financeira abastada e o sucesso profissional; para alguns outros é conseguir uma vida amorosa bem-sucedida, ou apenas um viver nesta terra carnalmente simples e feliz. Entretanto, tais definições estão tão longe da verdade quanto o céu está do inferno.

                Antes de analisarmos se de fato Deus tem o melhor para nós, precisamos saber o que de fato vem a ser o “melhor de Deus”; e, para explica-los, basear-me-ei na Carta de Paulo aos Romanos em seu capítulo 12, versículo 2, onde está escrito:

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”(Romanos 12:2)


A Bíblia nos diz que a vontade de Deus é Boa, Agradável e Perfeita, logo o melhor de Deus não é nada mais nada menos do que a própria vontade de Deus! Afinal, o que pode ser melhor do que Sua vontade? A minha? A sua? De maneira nenhuma, caro irmão!

De fato, Deus nos reserva o melhor, mas o que realmente precisamos compreender é que o melhor de Deus é Sua santa vontade concretizada por meio de seus decretos eternos.  Quer seja algo que, mesmo momentaneamente, leve-nos à tristeza ou que faça-nos felizes, quer gostemos, quer não, quer aceitemos, quer não!

O propósito de Deus está fundamentado na soberania absoluta, ordenado pela sabedoria infinita, ratificado pela onipotência e cimentado pela imutabilidade. Todas as coisas operam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o Seu propósito (Romanos 8:28);  por conseguinte, quando Deus nos promete que tudo irá cooperar para nosso bem, Ele nos promete que levar-nos-á a conhecê-Lo, e que, gradativamente, seremos transformados à imagem e semelhança de Cristo, pois esta é a vontade de nosso Senhor para Seus eleitos.

Tudo o que Deus planejou acontecerá; toda boa dádiva, todo o dom perfeito, todo fenômeno, ainda que pareça mau à primeira vista, ou que nos cause dor, vêm daquele em quem não há mudança nem variação (Tiago 1:17), e nisso consiste o melhor de Deus para seus eleitos.

Não incorra no erro de pensar que Deus é obrigado a lhe dar alguma coisa, e muito menos seja enganado ao crer que você merece algo que não seja o fogo eterno do inferno! Da mesma maneira, não devemos basear exigências humanas em uma interpretação equivocada das escrituras, que tornam Deus um mero “gênio da lâmpada”.

Deus não nos promete sucesso financeiro, profissional, amoroso e nem mesmo uma vida tranquila e feliz, mas muito pelo contrário, pois a única vez que encontramos promessas dessa natureza nas escrituras elas procedem justamente da boca daquele que é dito “Pai da mentira”, durante a tentação de Jesus:


“E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.” (Mateus 4:9)

Cristo nos promete que Sua vontade será cumprida em nossa vida, quer gostemos, quer não; quer entendamos, quer não. E, ao final de tudo, o seu melhor e mais Santo será nos dado para honra e Glória de Cristo.
Não desanime, pois se você estiver em Cristo, Deus tem o melhor para você! Sua Santa vontade – a saber, Cristo Jesus em nós.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Total Depravity (Total Inability)


Total Depravity (Total Inability)

Total Depravity is probably the most misunderstood tenet of Calvinism. When Calvinists speak of humans as "totally depraved," they are making an extensive, rather than an intensive statement. The effect of the fall upon man is that sin has extended to every part of his personality -- his thinking, his emotions, and his will. Not necessarily that he is intensely sinful, but that sin has extended to his entire being.
The unregenerate (unsaved) man is dead in his sins (Romans 5:12). Without the power of the Holy Spirit, the natural man is blind and deaf to the message of the gospel (Mark 4:11f). This is why Total Depravity has also been called "Total Inability." The man without a knowledge of God will never come to this knowledge without God's making him alive through Christ (Ephesians 2:1-5).

sábado, 6 de abril de 2013

Regeneration Precedes Faith - by R.C. Sproul

 



One of the most dramatic moments in my life for the shaping of my theology took place in a seminary classroom. One of my professors went to the blackboard and wrote these words in bold letters: "Regeneration Precedes Faith."

These words were a shock to my system. I had entered seminary believing that the key work of man to effect rebirth was faith. I thought that we first had to believe in Christ in order to be born again. I use the words in order here for a reason. I was thinking in terms of steps that must be taken in a certain sequence. I had put faith at the beginning. The order looked something like this:

"Faith - rebirth -justification."

I hadn’t thought that matter through very carefully. Nor had I listened carefully to Jesus’ words to Nicodemus. I assumed that even though I was a sinner, a person born of the flesh and living in the flesh, I still had a little island of righteousness, a tiny deposit of spiritual power left within my soul to enable me to respond to the Gospel on my own. Perhaps I had been confused by the teaching of the Roman Catholic Church. Rome, and many other branches of Christendom, had taught that regeneration is gracious; it cannot happen apart from the help of God.

No man has the power to raise himself from spiritual death. Divine assistance is necessary. This grace, according to Rome, comes in the form of what is called prevenient grace. "Prevenient" means that which comes from something else. Rome adds to this prevenient grace the requirement that we must "cooperate with it and assent to it" before it can take hold in our hearts.

This concept of cooperation is at best a half-truth. Yes, the faith we exercise is our faith. God does not do the believing for us. When I respond to Christ, it is my response, my faith, my trust that is being exercised. The issue, however, goes deeper. The question still remains: "Do I cooperate with God's grace before I am born again, or does the cooperation occur after?" Another way of asking this question is to ask if regeneration is monergistic or synergistic. Is it operative or cooperative? Is it effectual or dependent? Some of these words are theological terms that require further explanation.

A monergistic work is a work produced singly, by one person. The prefix mono means one. The word erg refers to a unit of work. Words like energy are built upon this root. A synergistic work is one that involves cooperation between two or more persons or things. The prefix syn -means "together with." I labor this distinction for a reason. The debate between Rome and Luther hung on this single point. At issue was this: Is regeneration a monergistic work of God or a synergistic work that requires cooperation between man and God? When my professor wrote "Regeneration precedes faith" on the blackboard, he was clearly siding with the monergistic answer. After a person is regenerated, that person cooperates by exercising faith and trust. But the first step is the work of God and of God alone.

The reason we do not cooperate with regenerating grace before it acts upon us and in us is because we can- not. We cannot because we are spiritually dead. We can no more assist the Holy Spirit in the quickening of our souls to spiritual life than Lazarus could help Jesus raise him for the dead.

When I began to wrestle with the Professor's argument, I was surprised to learn that his strange-sounding teaching was not novel. Augustine, Martin Luther, John Calvin, Jonathan Edwards, George Whitefield - even the great medieval theologian Thomas Aquinas taught this doctrine. Thomas Aquinas is the Doctor Angelicus of the Roman Catholic Church. For centuries his theological teaching was accepted as official dogma by most Catholics. So he was the last person I expected to hold such a view of regeneration. Yet Aquinas insisted that regenerating grace is operative grace, not cooperative grace. Aquinas spoke of prevenient grace, but he spoke of a grace that comes before faith, which is regeneration.

These giants of Christian history derived their view from Holy Scripture. The key phrase in Paul's Letter to the Ephesians is this: "...even when we were dead in trespasses, made us alive together with Christ (by grace have you been saved)" (Eph. 2:5). Here Paul locates the time when regeneration occurs. It takes place 'when we were dead.' With one thunderbolt of apostolic revelation all attempts to give the initiative in regeneration to man are smashed. Again, dead men do not cooperate with grace. Unless regeneration takes place first, there is no possibility of faith.

This says nothing different from what Jesus said to Nicodemus. Unless a man is born again first, he cannot possibly see or enter the kingdom of God. If we believe that faith precedes regeneration, then we set our thinking and therefore ourselves in direct opposition not only to giants of Christian history but also to the teaching of Paul and of our Lord Himself.

(Excerpt from the book, The Mystery of the Holy Spirit, by R.C. Sproul, Christian Focus).

 You can also check the Portuguese version of this article below: http://reformedfaith.blogspot.com.br/2013/04/regeneracao-precede-fe-por-rc-sproul.html

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pode o Cristão consumir Bebida Alcoólica?





PERGUNTA:

Pode um Cristão consumir bebidas alcoólicas?     

[Ex. posso tomar uma cerveja enquanto como uma deliciosa Pizza?]

 RESPOSTA:

 Antes de irmos à resposta diretamente nas Escrituras, tomemos conhecimento do que diz nossa Confissão de Fé acerca do assunto:

I.                   A liberdade que Cristo, sob o Evangelho, comprou para os crentes consiste em serem eles libertos do delito do pecado, da ira condenatória de Deus, da maldição da lei moral e em serem livres do poder deste mundo. do cativeiro de Satanás, do domínio do pecado, do mal das aflições, do aguilhão da morte, da vitória da sepultura e da condenação eterna: como também em terem livre acesso a Deus, em lhe prestarem obediência, não movidos de um medo servil, mas de amor filial e espírito voluntário. Todos estes privilégios eram comuns também aos crentes debaixo da lei, mas sob o Evangelho, a liberdade dos cristãos está mais ampliada, achando-se eles isentos do jugo da lei cerimonial a que estava sujeita a Igreja Judaica, e tendo maior confiança de acesso ao trono da graça e mais abundantes comunicações do Espírito de Deus, do que os crentes debaixo da lei ordinariamente alcançavam.

[Tito 2:14; I Tess. 1: 10; Gal. 3:13; Rom. 8: 1; Gal. 1:4; At. 26:18; Rom. 6:14; I João 1:7; Sal. 119:71; Rom. 8:28; I Cor, 15:54-57; Rom. 5l: 1-2; Ef. 2:18 e 3:12; Heb. 10: 19; Rom. 8:14. 15; Gal. 6:6; I João 6:18; Gal. 3:9, 14, e 5: 1; At. 15: 10; Heb. 4:14, 16, e 10: 19-22; João 7:38-39; Rom. 5:5.]

Ante o exposto acima, cabe ressaltar que a igreja não pode proibir algo que não é proibido na Palavra de Deus, pois fazer isso é restringir a consciência do Homem por regras humanamente impostas, e isso é a essência do legalismo – tão amplamente criticado por Jesus nas escrituras.

Beber moderadamente é permitido na bíblia, mas embriagar-se é um pecado (Gal. 5:19-21). Nosso Senhor Jesus Cristo foi acusado de ser beberrão como nos mostra Mateus. 11:9, o que consequentemente nos sugere que de fato Ele  consumia bebidas alcoólicas, portanto partindo do pressuposto inegociável de que Cristo não pecou, é lógico afirmar que ele nunca se embriagou.

Sendo Deus Senhor da consciência, a igreja não pode declarar que algo é pecado se o próprio Deus não declarou. Amado irmão em Cristo, entenda que os cristãos jamais devem beber imoderadamente (Filipenses 4:5), mas lhes é permitido beber com moderação. Não são, pois, a temperança e o domínio próprio frutos da Obra regeneradora do Espírito Santo?

Cabe ressaltar que a questão é de estrito foro intimo do crente que pode decidir fazer uso de sua liberdade ou não.

        Cumpre ressaltar, que minha recomendação como cristão é de que aqueles que sentem frágeis, intolerantes, suscetíveis ao abuso do álcool ou possuam graves casos de alcoolismo na família devem manter-se abstêmios para que não violem o principio de sobriedade estabelecido por nosso Senhor
.
          Por fim, cabe ressaltar que tudo quanto fizermos deve ser feito para Glória de Deus, e portanto  o Cristão deve ponderar se aquilo que pratica está de alguma maneira contribuindo para exaltação de Cristo – morto e ressurreto.

Termino essa pequena explanação com um trecho da Palavra inspirada, concedida a Paulo, por nosso Senhor, em sua carta para o povo de Corinto:

Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. [1Coríntios 10:31]



Que o Espírito Santo nos conceda moderação para usufruirmos das liberdades dadas por Cristo aos seus eleitos.

Regeneração Precede a Fé - por R.C. Sproul



Um dos momentos mais dramáticos da minha vida na formação de minha teologia aconteceu numa sala de aula. Um de meus professores foi até o quadro-negro e escreveu essas palavras em letras grossas: "A regeneração precede a fé."

Essas palavras foram um choque para o meu sistema. Eu entrei no seminário acreditando que a obra-chave do homem para efetivar o renascimento era a fé. Eu pensava que nós primeiro tinhamos que crer em Cristo para nascermos novamente. Eu usei essas palavras em ordem aqui por uma razão. Eu pensava em termos de etapas que devem ser tomadas em uma sequência. Eu coloquei a fé no começo. A ordem parecia com isso:

"Fé - renascimento - justificação"


Eu nunca havia pensado sobre isso com muito cuidado. Também não ouvi cuidadosamente as palavras de Jesus para Nicodemus. Eu pensava que mesmo que eu fosse um pecador, uma pessoa nascida da carne e vivendo na carne, eu ainda tinha uma pequena ilha de retidão, um pequeno depósito de poder espiritual deixado na minha alma para capacitar-me a responder ao Evangelho por mim mesmo. Talvez eu estivesse confuso pelo ensinamento da Igreja Católica Romana. Roma, e muitos outros ramos da Cristandade, tinha ensinado que a regeneração é graciosa; ela não pode ocorrer sem a ajuda de Deus.

Nenhum homem tem poder de ressuscitar a si mesmo da morte espiritual. A assistência divina é necessária. Essa graça, de acordo com Roma, vem na forma do que é chamado graça preveniente. "Preveniente" significa aquilo que vem de alguma outra coisa. Roma adiciona a essa graça preveniente o requerimento que nós devemos "cooperar com ela e consentir à ela" antes que ela possa tomar nossos corações.

Esse conceito de cooperação é, em seu melhor, uma meia-verdade. Sim, a fé que nós exercemos é a nossa fé. Deus não crê para nós. Quando eu respondo a Cristo, é a minha resposta, minha fé, minha confiança sendo exercida. O assunto, entretanto, vai mais fundo. A questão permanece: "Eu coopero com a graça de Deus antes de ter nascido denovo, ou a cooperação ocorre depois?" Outra forma de colocar a questão é perguntar se a regeneração é monergística ou sinergística. Ela é operativa ou cooperativa? É eficaz ou dependente? Algumas dessas palavras são termos teológicos que requerem explicação adicional.

Uma obra monergística é uma obra produzida singularmente, por uma pessoa. O prefixo mono- signfica um. A palavra erg se refere a uma unidade de trabalho. Palavras como energia são construídas sobre essa raíz. Uma obra sinergística é uma que envolve cooperação entre duas ou mais pessoas ou coisas. O prefixo sin- significa "junto com". Eu trabalhei essa distinção por uma razão. O debate entre Roma e Lutero pendurou-se sobre esse ponto. O assunto era esse: A regeneração é uma obra monergística de Deus ou uma obra sinergística que envolve cooperação entre Deus e homem? Quando meu professor escreveu "a regeneração precede a fé" no quadro-negro, ele estava claramente se posicionando com a resposta monergística. Depois que uma pessoa é regenerada, ela coopera exercendo fé e confiança. Mas a primeira etapa é obra de Deus, e de Deus somente.

A razão porque nós não cooperamos na graça regeneradora antes dela acontecer sobre nós e em nós é por não podermos. Não podemos porque somos espiritualmente mortos. Não podemos ajudar mais o Espírito Santo na vivificação de nossas almas à vida espiritual do que Lázaro poderia ajudar Jesus ressuscitá-lo dos mortos.

Quando comecei a lutar com o argumento do professor, fiquei surpreso ao aprender que esse ensinamento que me soava estranho, não era novela. Agostinho, Martinho Lutero, João Calvino, Jonathan Edwards, George Whitefield - até mesmo o grande teólogo medieval Tomás de Aquino ensinaram essa doutrina. Tomás de Aquino é o Doctor Angelicus da Igreja Católica Romana. Por séculos seu ensinamento teológico foi aceito como dogma oficial pela maioria dos Católicos. Então ele era a última pessoa que eu esperava ver que mantinha tal visão da regeneração. Aquino ainda insistia que a graça regeneradora é operativa, não cooperativa. Aquino falou sobre graça preveniente, mas ele falou de uma graça que vem antes da fé, o que é a regeneração.

Esses gigantes da história Cristã derivaram suas visões das Santas Escrituras. A frase chave na carta de Paulo aos Efésios é: "estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)" (Ef 2:5). Aqui Paulo localiza o tempo quando ocorre a regeneração. Ela ocorre "estando nós ainda mortos". Com um raio de revelação apostólica todas as tentativas de dar a iniciativa de regeneração ao homem são esmagadas. Novamente, homens mortos não cooperam com a graça. Se a regeneração não acontece primeiro, não há possibilidade de fé.

Isso não é nada diferente do que Jesus ensinou a Nicodemus. Até que um homem primeiramente renasça, ele não tem a possibilidade de ver ou entrar no Reino de Deus. Se nós acreditamos que a fé precede a regeneração, então colocamos nossos pensamentos, e portanto nós mesmos em direta oposição não apenas aos gigantes da história Cristã mas também do ensinamento de Paulo e do próprio Senhor Jesus.

texto original: http://www.monergism.com/thethreshold/articles/onsite/sproul01.html
tradução: Jonathan Arthur Morandi