sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cristo, Nosso Resgate

"Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos." (Marcos 10:45)

- Marcos 10:35-45

Na passagem de hoje, Jesus conta a Seus discípulos que Ele veio à terra para oferecer Sua vida "em resgate de muitos" (Marcos 10:45). Esse conceito de resgate é extremamente importante para uma visão correta da obra do Salvador e está relacionado a muitos outros conceitos, todos os quais consideraremos a seguir.

No mundo antigo, um resgate era pago para garantir a libertação de um cativo. Um preço poderia ser pago para comprar a liberdade de um escravo ou para libertar um refém, por exemplo. Hoje o termo é mais comumente associado com sequestro, onde dinheiro ou algum outro serviço é demandado em troca do retorno seguro de uma vítima.

Importantemente, o sequestrador determina o preço que liberta o refém. Alguns na história da igreja disseram que o diabo é a pessoa para quem Cristo pagou o resgate. Mas se esse fosse o caso, o diabo seria aquele que tem a vitória. Depois de tudo, a pessoa que recebe o pagamento do resgate é aquele cujos objetivos foram alcançados. As escrituras rotineiramente apresentam Satanás como o inimigo que Jesus derrotou (1ª João 3:8b), então claramente o diabo não pode demandar qualquer resgate.

Somente Deus determinou o resgate, então Jesus comprou-nos da ira devidamente merecida por nosso pecado. Considere quantos de nós pode trocar "selos verdes" ou fichas por algum bem ou serviço. De uma maneira similar, Jesus deu Sua vida em troca da nossa libertação do julgamento divino. Pela fé somos salvos - mas não de Satanás. Nós somos salvos da ira de Deus (1ª Tes. 1:9-10).

Propiciação e expiação são os dois últimos termos teológicos que vamos examinar hoje. Expiação transmite a ideia de limpar pecadores de seus pecados ou de remover a penalidade de nossos pecados. Ela prontamente é associada com o sistema sacrificial do Antigo Testamento e também com a obra daquele que "tira o pecado o mundo" (João 1:29).

A morte de Cristo na cruz ainda envolve mais que cobrir os nossos pecados, ela também aplaca a ira de Deus. Isso é o que propiciação significa. A santidade de Deus demanda punição pelo pecado, e em Jesus, Deus satisfaz sua própria ira (Romanos 3:21-26). Ele é portanto propício, isto é, favorável a Seus filhos.

Coram Deo

Dr. R.C. Sproul lembra-nos que a Bíblia ensina "tanto o Pai quanto o Filho desejaram a salvação dos eleitos e trabalharam juntos para isso acontecer" (Essential Truths of the Christian Faith, p. 174). Na cruz, Cristo não persuadiu o Pai a fazer algo que Ele não quis fazer. Sua vinda ao mundo para salvar os eleitos foi o resultado do amor do nosso Deus triuno. Tome um tempo para meditar nesse amor e ilustre isso fazendo um favor para alguém hoje.

Passagens para estudo adicional:
Romanos 5:6-11
2ª Cor. 5:11-21
1ª João 4:7-12
Isaías 57:14-19

texto original: Ligonier Ministries
tradução: Jonathan Arthur Morandi