segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Igreja da Ressurreição - por R.J. Rushdoony

A igreja descansa em um milagre; ela nasceu de um milagre, a ressurreição de Jesus Cristo. Podemos então dizer, de maneira bem simples: se não há ressurreição, não há igreja. O milagre sobre o qual a igreja permanece é a destruição do poder do pecado e da morte sobre nós pela ressurreição de Jesus Cristo. Como São Paulo afirma, "e, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados." (1ª Cor. 15:17)

A verdadeira igreja descansa sobre um milagre, e sobre o poder deste milagre, e portanto ela e seus membros vivem uma vida miraculosa e providencial em Cristo. A igreja então não pode se ver simplesmente como uma instituição: ela é o poder e a presença de Deus Filho na história, e é informada e guiada por Deus o Espírito Santo. O ajuntamento e organização formal da igreja seguiu a ressurreição e a ascensão. O milagre da ressurreição de Cristo significa o milagre da nossa regeneração, e nós, pelo poder e graça de Deus, ressuscitamos "juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Efésios 2:6). A exaltação de Cristo por meios da ressurreição e ascensão é a exaltação de humanidade nEle. Paulo diz:

1. Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,
2. nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência,
3. entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.
4. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou,
5. e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos,
6. e, juntamente com ele, nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;
7. para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.
8. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
9. não de obras, para que ninguém se glorie. (Efésios 2:1-9)

De uma perspectiva, podemos dizer que esses versículos não dizem nada sobre a igreja; de outra, devemos dizer que eles falam tudo sobre ela. É-nos dito que fomos libertados de uma exousia, domínio, para outra, do príncipe do reino da desobediência para Cristo; fomos removidos do "príncipe da potestade do ar" deste mundo e do domínio e poder naturalístico deste reino caído, para o domínio sobrenatural, para "assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus." Não podemos negligenciar o significado de "assentar". Normalmente, na presença de um rei, um homem prostrava-se a seus pés, ou, se ele permanecesse em pé, era pela graça do rei. Pela graça é-nos feito "assentar", i.e., somos entronados e reinamos com Ele. Nosso chamado e o da igreja é um para poder e domínio em Cristo; fomos resgatados do poder e domínio de Satanás sobre "os filhos da desobediência." A ressurreição do Messias é a nossa ressurreição; Seu entronamento e ascensão são os nossos entronamento e ascensão. Porque Jesus Cristo é o cabeça ou Adão de uma nova humanidade, a igreja e os membros dessa nova humanidade são nascidos da ressurreição, e nascidos para proclamar a salvação pela ressurreição e regeneração ao domínio.

A falácia de muitos estudos sobre Efésios 2:1-9 é que esses versículos são vistos como aplicáveis somente ao indivíduo. O Império Romano era, como é a cultura moderna, atomística. Paulo fala contra esse individualismo atomista. Ele contrasta a antiga e nova humanidades, a humanidade caída governada pelo espírito de rebelião, pelo domínio de Satanás, pelo pecado, contra a nova humanidade regenerada e recriada por Jesus Cristo, o último Adão (1ª Cor. 15:45-50). As palavras de Paulo aqui são o prelúdio para sua exposição sobre a união de Cristo e da igreja (Ef. 5:21-33); ela é estabelecida no contexto de uma visão pactual do homem e da vida. O que nós também muitas vezes esquecemos, é que o Pelagianismo e o Semipelagianismo são defeituosos, não somente por causa de sua falsa doutrina do pecado, mas também por causa de sua ausência de um verdadeiro pacto. O homem é visto atomisticamente e individualmente, e portanto ele é capaz, em um certo nível, de uma aproximação independente à Deus. Ao considerar qualquer pensamento desses como indefensável, Paulo salienta a corporatividade do homem, seja em Adão ou em Cristo, e consequentemente a necessidade da igreja. Como resultado, contrário à ênfase moderna, Paulo não está salientando tanto nossa salvação, como ao contrário ele faz em Efésios 1:19 "e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder". Nós somos salvos pela graça de Deus e pela "força do seu poder", e convocados a regozijarmo-nos neste poder, não somente em nossa situação. A igreja da ressurreição então fará mais do que regozijar em sua salvação; ela conhecerá e se moverá à vitória em termos do poder de Deus, em sua miraculosa obra sobre nós, na igreja e na história. Fomos libertados do "curso deste mundo" ou do poder iníquo deste mundo que uma vez esteve sobre nós, para o poder do Deus trino. Mudamos de um estado de reprovação para um estado de regeneração, mas isso não é tudo, porque limitar o evangelho a isso é deformá-lo. Saímos do curso ímpio e naturalístico deste mundo caído, do espírito do iníquo, e entramos na obra, poder e Espírito sobrenatural do Deus trino. Mudamos da morte para a vida e da derrota para a vitória, "porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Romanos 6:23)

"Assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" é entronamento. Em Cristo o homem é restaurado ao chamado pactual para ser sacerdote, profeta e rei de Deus sobre a terra. Esse status e chamado renovado é para toda a eternidade; Paulo refere-se a isso como "séculos vindouros" para enfatizar a nós, com nossa consciência temporal, seu caráter contínuo e ininterrupto. Isso tudo é obra de Deus, não esforço e obra humanas, porque fomos ou somos salvos pela graça, na salvação nós somos passivos e Deus é ativo.

Portanto, não somente o Messias é ressurreto dos mortos, mas também é todo aquele que Ele escolheu. Paulo, em Efésios 1:19-23, fala da ressurreição de Cristo, Sua exaltação e Sua liderança sobre a igreja (Ef. 1:22-23). O Senhor ressurreto então nos ressuscita, Ele nos dá a vida, nós que estávamos mortos em pecados e transgressões. Então, Efésios 2:1ff fala do poder da ressurreição criando uma igreja e transformando um povo outrora morto, em um povo vivo. Somente ao ignorar Efésios 1:19-23 podemos então ler aqueles versículos de maneira individualista. A igreja primitiva corretamente enfatizou a doutrina dos Dois Caminhos, sobre a qual as Escrituras têm muito a dizer (e.g., Salmo 1; 34:12-22; Mat. 7:13-14; etc). Há um caminho de morte, e um caminho de vida, um caminho de derrota, e um caminho de vitória. "Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou" (Ef. 2:4), nos criou "em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas." (Ef. 2:10). Isso não é tudo: Deus, quando ainda éramos pecadores e mortos no pecado, "nos deu vida juntamente com Cristo". (Ef 2:5). Nossa regeneração está baseada na, e é um aspecto da ressurreição de Cristo. O nascimento da igreja e a nossa regeneração em Cristo são igualmente aspectos do milagre da ressurreição.

Por isso, um membro de uma igreja, ou uma igreja com uma visão derrotista está pensando em termos Pelagianos e humanistas. Tal pessoa ou igreja assume que possui somente um poder naturalista e educacional em suas mãos. Isso limita o poder da igreja de Cristo ao poder do homem e ao poder de números.

Mas a igreja e o Cristão são nascidos de um milagre, e dotados do Espírito e de poder. Pensar de maneira naturalista é negar o Senhor e a nossa fé. "Pois somos feitura dele" (Ef. 2:10), ou, como Markus Barth interpreta, "O próprio Deus nos criou da maneira que somos. No Messias Jesus nós somos criados." [1] Deus mostra em Sua palavra as boas obras as quais Ele "de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef. 2:10), ou, nas palavras de Barth, "essas boas obras que Deus nos forneceu como o nosso meio de vida." [2]

As boas obras são então o nosso modo de vida. Bom no Grego é agathois, aquilo que é bom em caráter e em constituição, benéfico por natureza, e, por manifestar piedade, vence o mal (Rom. 12:21). Porque Deus é bom (Mat. 19:17; Marcos 10:18; Lucas 18:19), e porque somente Ele é verdadeiramente e absolutamente bom, todas as boas obras manifestam a natureza e o poder de Deus. Crer na impotência do agathois é crer em Satanás e em seu programa (Gen. 3:1-5) como poderoso e efetivo. Negar o poder e a vitória que vence a fé (1ª João 5:4) é afirmar a vitória de Satanás. Entretanto, receber poder para fazer o bem através da obra regeneradora de Cristo significa receber poder para ser vitorioso. A Igreja da Ressurreição é uma igreja vitoriosa.

1. Markus Barth: Ephesians: Introduction, Translation and Commentary on Chapters 1-3. The Anchor Bible. (Garden City, N.Y.: Doubleday, 1974). p. 226.

2. Ibid., p. 227

texto original tirado de Chalcedon Foundation
tradução: Jonathan Arthur Morandi

sábado, 25 de janeiro de 2014

Sobre o governo eclesiástico Presbiteriano (ou por que você deveria ser presbiteriano?) - por Mark Jones





Apesar do que você pode imaginar, a eclesiologia Presbiteriana não é primariamente definida por igrejas sendo governadas por anciãos, mas por presbitérios. Os presbitérios podem ser constituídos de anciãos de uma igreja local, uma igreja regional, e pelo o que é chamado de "assembleia geral". Esta visão é estabelecida a partir da unidade da igreja visível. Pautado na suficiência das Escrituras, o Presbiteriano crê que a igreja é governada por jure divino (direito divino). Existem certos princípios constantes no governo da igreja. Nós cremos que Cristo abençoa a igreja com as Escrituras, com os oficiais ordenados, e com os sacramentos. Nisto, Cristo "ordenou seu sistema de doutrinas, governo, disciplina e adoração, todos os quais são ou expressamente estabelecidos nas Escrituras, ou por boa e necessária inferência podem ser deduzidos delas" (Book of Church Order da Presbyterian Church in America).

Ainda que haja muita coisa em que Presbiterianos e congregacionalistas clássicos concordem, no entanto, contrários à visão congregacionalista, Presbiterianos afirmam a autoridade dos presbitérios sobre a igreja local. Este é o cerne da questão entre Presbiterianos e congregacionalistas: autoridade.

 Primazia da Igreja Universal

O presbiterianismo tem como alvo da eclesiologia uma igreja visível universal. Este princípio é tirado da ideia escriturística de unidade da igreja. O Credo Niceno fala de uma "igreja una, santa, católica e apostólica." As Escrituras são claras quanto à unidade da igreja visível, porque "há somente um corpo e um Espírito... um Senhor, uma fé, um batismo" (Ef. 4:4-5; veja também João 17:20-23).

No Novo Testamento a palavra igreja (singular) aparenta ser aplicada "a um intermediário entre a congregação local por um lado, e a igreja católica ou universal por outro" (veja Atos 8:1; 11:22; 15:4; Ef. 4:4-5), de acordo com William Cunningham em seu Historical Theology. Cunningham nota que a igreja em Jerusalém não poderia reunir-se no mesmo lugar (não havia arenas de basquetebol à venda ainda), e portanto ela se reunia em diversos lugares. "Ainda," diz Cunningham, "estas congregações distintas são referidas repetidamente como a igreja que estava em Jerusalém; e esta igreja, consistindo de várias congregações, é representada como estando debaixo da superintendência de um corpo unido de apóstolos e presbíteros, ou anciãos" (veja também Atos 6:1-6; 15:2). Perceba também a implicação de Atos 9:31 onde o termo singular igreja refere-se a toda Judeia, Galileia e Samaria.

Poder Vinculativo dos Presbitérios

Seguinte à ideia de igreja visível universal, onde cada congregação tem uma conexão necessária com outras, Presbiterianos mantêm que a igreja visível deve ser governada - não somente "aconselhada" - além da congregação local e particular. Provar este ponto efetivamente refuta o congregacionalismo.

Atos 15 é o texto-chave para Presbiterianos nesta questão. Atos 15:2 nos mostra que os anciãos da igreja de Jerusalém receberam Paulo e Barnabé da Antioquia para discutirem assuntos de doutrina e prática. Os anciãos de Antioquia "nomearam" e enviaram Paulo e Barnabé. Aqueles que tomaram as decisões neste concílio em Jerusalém eram apóstolos e anciãos (Atos 15:4, 6, 22, 23; 16:4). Membros não-ordenados da igreja não tiveram um papel oficial neste concílio. Congregacionalistas, desejando argumentar contra uma interpretação Presbiteriana de Atos 15, normalmente sugerem que este encontro não deve ser considerado como normativo para a igreja, pois os apóstolos agiram de uma maneira profética, sob orientação sobrenatural. Mas há muitos fatores que provam que os apóstolos agiram como oficiais eclesiásticos ordinários.

Por que que eles decidiram discutir tais assuntos se eles receberam orientação sobrenatural sobre eles? Por que, como Cunningham diz, os apóstolos debateram assuntos sobre "motivos derivados uma vez de tratos providenciais de Deus, e de afirmações contidas no Antigo Testamento" se eles estavam debaixo de iluminação profética especial? A natureza da deliberação do concílio prova "o poder dogmático de uma côrte da igreja", Guy Waters escreve em seu altamente recomendado How Jesus Runs the Church. A assembleia resolveu uma questão doutrinária (Atos 15:24, 27), e exerceu um poder de ordem ao dizer a outras igrejas para absterem-se de certas práticas (Atos 15:28-29). Atos 15 prova que questões doutrinárias em uma ou em várias igrejas têm necessariamente implicações para todas as igrejas em um sentido vinculativo, graças as decisões de uma côrte superior (Atos 15:22-23).

Como Donald Macleod nota, "Desde o começo a igreja tem uma liderança unificada, colegial, estendida a todas as suas congregações. Tal liderança esteve diretamente envolvida e era consultada a cada ponto crítico no desenvolvimento do povo emergente de Deus: a recepção da igreja de Samaria (Atos 8:14), a missão de Pedro a Cornélio (Atos 11:1ff.) e o ministério de Paulo aos gentios (Gal. 2:9). Esta ideia de igrejas totalmente isoladas e completamente autônomas é alheia ao Novo Testamento." Congregacionalistas clássicos tentam resolver o problema do isolamento, mas somente fazem isso abraçando princípios Presbiterianos.

As Chaves do Reino e os Anciãos

A quem pertencem as chaves do reino (Mat. 16:17-19)? Todo o corpo é recipiente do poder descrito, porque o "poder do todo está em toda a parte", escreve Thomas Peck em seu Notes on Ecclesiology. Isto significa que o corpo possui poder na medida em que elege os oficiais da igreja (Atos 6:3; 14:23; Tito 1:5), visto que os oficiais possuem poder sobre seu exercício. Somente os anciãos, eleitos e representativos dos membros da igreja, têm o poder de "ligar e desligar" (Mat. 16:19). Um ancião tem poder ministerial e declarativo, não legislativo. Eles simplesmente executam a lei de Cristo (confira Confissão de Fé de Westminster, 20.2). Em cada igreja uma pluralidade de anciãos é assumida ou comandada (Atos 20:28; Fil. 1:1; 1 Tess. 5:12-13; Tito 1:5, 7; 1 Pedro 5:2). Tais anciãos podem ser professores ou regentes (1 Tim. 5:17).

Em muitas igrejas congregacionalistas a autoridade para governar pertence de maneira última à congregação local, mas nem sempre está claro onde em tal congregação reside a autoridade final. Muitos teólogos congregacionalistas afirmaram o uso de sínodos, mas a rejeição do conselho de outros ministros é somente "imprudente", não inadmissível. Disciplina eclesiástica de outros presbíteros é inválida.

 A Glória do Presbiterianismo

Qual mecanismo será usado para proteger e construir a unidade da igreja visível se o congregacionalismo for aceito? Falsos ensinamentos destroem a unidade, mas o mecanismo para lidar com eles, sob a eclesiologia congregacionalista é deixado para a própria congregação. Congregações particulares precisam da proteção de outras, assim como pastores precisam da proteção e (as vezes) da disciplina de outros pastores. É bom que a minha congregação possa apelar para meu presbitério caso meu ensino torne-se suspeito, e os anciãos e eu nos recusemos a ver meu problema. Que outros anciãos podem ter autoridade sobre assuntos de doutrina em nossa igreja é nossa força, não uma fraqueza - porque eles podem prover uma avaliação mais objetiva do problema em questão (Prov. 11:14).

Além do mais, em muitas igrejas congregacionalistas é inteiramente possível que o ministro Calvinista saia, apenas para ser substituído por um Arminiano. Os presbiterianos têm mecanismos para prevenir tal mudança drástica. Eu aprendi muito com meu amigo congregacionalista Hunter Powell (o líder erudito da eclesiologia Puritana atualmente), sobre o quanto os congregacionalistas precisaram do estado para regular a verdadeira religião na esperança de alcançar unidade eclesiástica. Com a atual separação entre igreja e estado, entretanto, eles não têm mais tal recurso para estabelecer a ampla unidade. E então uma das falhas da eclesiologia congregacionalista é sua independência crassa e inabilidade para regular a verdadeira religião em grande escala. O presbiterianismo tem um mecanismo melhor para lidar com a falsa religião e estabelecer a verdadeira (tal como a Confissão de Fé de Westminster).

Guy Waters observa, "O presbiterianismo é essencial para o bem-estar (bene esse) mas não para a essência (esse) da igreja. A rejeição ao presbiterianismo não é, portanto, barreira para receber uma pessoa não-presbiteriana como uma Cristã, ou uma igreja não-presbiteriana como um verdadeiro ramo da igreja, desde que ela de fato creia no único Cabeça da igreja, Jesus Cristo." Assim, na PCA nós recebemos qualquer Cristão como membro regular em nossa igreja, mesmo que ele não seja favorável ao pedobatismo. Se alguém pertence a Cristo nós não temos motivos para barrá-lo da comunhão visível ao corpo de Cristo. Nosso desejo pela unidade - objetivada em nossos termos de membresia - é nossa glória e glória de Cristo (João 17:20-22), e esta glória é melhor realizada na forma de governo conhecida como Presbiterianismo.

texto original tirado de The Gospel Coalition
tradução: Jonathan Arthur Morandi

domingo, 5 de janeiro de 2014

Studies on Baptism - Determining A Biblical Approach



How shall we approach the doctrine of baptism? Can we simply search through the concordance for every occurrence of the word, carefully exegete each passage in context and then come to conclusions about the meaning of baptism? Superficial consideration may suggest that this basic approach is not only legitimate, but the only possible method. How else can we discover the meaning of a Biblical word? This is the approach generally taken by Baptists, most of whom insist that any other approach distorts the meaning of baptism in order to force it to fit alien theological contexts. William Shirreff, whose lectures on baptism come recommended by Charles H. Spurgeon, insists at great length that "the Scriptures of the New Testament are the only rule to direct us in regard to the positive institutions of the Gospel." [1]
It is my contention in this paper that there are Biblical reasons for rejecting this approach. In a sense, however, my rejection of this approach is partially based upon this approach. In other words, when we examine the New Testament passages about baptism we discover that baptism is part of a larger theological idea--the Biblical doctrine of the covenant. It is the covenant that supplies the answer to the most basic questions of water baptism: Why should Christians practice baptism? What does baptism mean? Who is qualified to receive baptism? No matter what our understanding of baptism is, we are forced to consult some larger theological context. We cannot avoid the question: How does baptism fit into the whole context of the Biblical teaching about man's relationship to God. Also, any approach must consider the larger context of Biblical ceremonial teaching in general as an aspect of man's relationship to God.
But it should not be thought that we impose these theological considerations on the text of the Bible. It is rather the Bible, specifically the New Testament, that forces us to think in broader theological terms. There are at least three types of passages that compel us to examine the Old Testament to understand the doctrine of baptism.
First, there is the ministry of John the Baptizer. John is a transitional figure, a prophet of the old covenant preparing the way for the new. Jesus specifically identifies John as a prophet of the old covenant:
"Verily I say unto you, Among them that are born of women there hath not risen a greater than John the Baptist: notwithstanding he that is least in the kingdom of heaven is greater than he. And from the days of John the Baptist until now the kingdom of heaven suffereth violence, and the violent take it by force. For all the prophets and the law prophesied until John. And if ye will receive it, this is Elias, which was for to come" (Mat. 11:11-14; cf. Mat. 17:11-13; cf. Luk. 3:3ff.).
John was not merely an Old Testament prophet, he was a prophet, like Ezekiel, from a priestly family (Luk. 1:5). John's baptism, thus, was an old covenant ceremony conducted by an old covenant priest. In this connection it is important to note that when he was examined by the priests and levites, they made no objection to the practice of baptism; they only questioned his authority to baptize (John 1:19ff.), suggesting that John's baptism conformed to Jewish ceremonial standards.
Everything that the New Testament tells us about John, in other words, points us to the old covenant and its ceremonies as the only possible source of understanding. How would an old covenant prophet, especially one belonging to a priestly family, practice "baptism"? What does "baptism" mean to priests and levites in the days of Jesus? Can anyone answer these questions honestly or Biblically without considering the Old Testament?
A second type of New Testament passage that compels us to consider the Old Testament background of baptism is those passages that refer to old covenant ceremonial washings as "baptisms." Mark refers, for example to the pharisees' perversion of the Old Testament system of ceremonial washings as "baptisms" (Mark 7:1-8). The book of Hebrews identifies the old covenant ceremonial washings themselves as "baptisms" (Heb. 9:10). The word "baptism," then, is clearly not a technical term that only refers to Christian baptism. The New Testament tells us that the Old Testament ceremonial washings are also baptisms.
A similar type of passage, although not speaking of regular Old Testament ceremonies, is seen in Paul's epistle to the Corinthian Church, which had experienced various problems with baptism (1 Cor. 1:11-17). Paul, in a context emphasizing the relevance of the Old Testament for Christians, says that Israel fleeing from Pharaoh's army was "baptized unto Moses in the cloud and in the sea" (1 Cor. 10:2). Taking into consideration both the facts that the Corinthian Church had problems with baptism and that Paul's purpose here is to stress the importance of the Old Testament teaching, this passage is especially meaningful.
The third, and most significant type of passage is found in the New Testament teaching about baptism and the Lord's Supper. Both of the Christian ceremonies are clearly depicted as covenantal ceremonies. Baptism in particular is expressly designated as a covenant ceremony like circumcision in the Old Testament (Col. 2:11-12). The Lord's Supper is called the new covenant in His blood (1 Cor. 11:25) and is also said to be analogous to the passover (Luk. 22:15ff.; 1 Cor. 5:7ff.).
When the New Testament itself places the doctrine of baptism and the related doctrine of the Lord's Supper in the larger context of the covenant, we are obligated to consider the whole teaching of the Bible on the subject of the covenant and the whole idea of covenantal ceremonies. To entirely separate the new and old covenants is virtually to posit two different religions in the Bible, one for people before the coming of Christ and another for those after His coming. This is certainly not the teaching of the Bible. Paul, for example, argues in various epistles that the Christian religion is the fulfillment of the religion of the old covenant, that we are saved just as Abraham was saved, that Christians are the true heirs of the Abrahamic covenant, that to keep the true teaching of the law and the prophets is to believe in Jesus. Neither Paul or any other New Testament writer even suggests that the new covenant is different from the old covenant in its fundamental principles. Paul believed he was continuing the teaching of the law and the prophets at the higher level of new covenant fulfillment, not that he was replacing a dead religion with a living one.


To restate this point in different terms, to argue that the doctrine of baptism is part of the larger Biblical teaching on the covenant is simply to argue that the Bible is one book, not two. Indeed, the very idea of dividing the Bible into two books, the Old Testament and New Testament, while convenient for purpose of reference, like chapter and verse divisions, is not a Biblical idea. The Bible is one book from Genesis to Revelation. It is not two books under one cover, the older part of which is believed by Jews and the newer part of which is believed by Christians.
The so-called Old Testament is an incomplete revelation which Jesus came to complete. The Gospels, Acts, the epistles and the Revelation of John complete the revelatory project that began with Moses. We must insist that the Bible is one, its religion is one, its teaching is unified and that everything taught in the Bible, although not directly addressed to us and perhaps not directly applicable, is applicable in some manner: "All scripture is given by inspiration of God, and is profitable for doctrine, for reproof, for correction, for instruction in righteousness: That the man of God may be perfect, thoroughly furnished unto all good works" (2 Tim. 3:16-17).
Conclusion
Examination of the New Testament references to baptism informs us in no uncertain terms that no "declaration of independence" can separate the doctrine of baptism from old covenant ceremonies or the doctrine of the covenant. The example of John the Baptizer, the explicit use of the word baptism to refer to old testament ceremonies, and the express identification of both baptism and the Lord's Supper as covenantal ceremonies compel us to construct a "whole-Bible" doctrine of baptism as opposed to a merely "New Testament" doctrine of baptism.
If we read the Bible beginning from Genesis rather than Matthew, a covenantal meaning for baptism and the Lord's Supper is what we expect since all religious ceremonies in the Old Testament are covenant making or covenant renewal ceremonies. Ceremonies in the Bible are not magical, as in paganism, nor are they mere ceremonies, outward rites practiced merely for their educational value.
Given the covenantal nature of Biblical religion, how could the new covenant ceremonies of baptism and the Lord's Supper be fundamentally different from the old covenant ceremonies which they replace? And how is it possible for us to have a Biblical understanding of new covenant ceremonies unless we study them in the light of the old covenant ceremonies which they fulfill?

Notes
[1] William Shirreff, Lectures on Baptism (London: Passmore and Alabaster, 1878; reprinted by: Ft. Smith, Arkansas: The Baptist Standard Bearer, 1987), pp. 12-33.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Daily Devotional - English ( Devocional diária em inglês)

A FIRST BOOK OF DAILY READINGS

by D. Martin Lloyd-Jones (selected by Frank Cumbers)
...God sitteth on the throne
And ruleth all things well!
Things do not just happen. Events are not just accidental, for there is a definite plan of history and everything has been pre-arranged from the beginning. God who "sees the end from the beginning" has a purpose in it all, and knows "the times and the seasons." He knows when to bless Israel and when not to bless her. Everything is under His hand.
It was "when the fullness of the time was come" that God sent forth His Son. He allowed the great philosophers, with the clarification of thought, to come first. Then emerged the Romans, famous for ordered government, building their roads and spreading their wonderful legal system throughout the world. It was after this that God sent forth His Son. God had planned it all.
There is a purpose in history, and what is now happening in this twentieth century is not accidental. Remembering that the Church is at the center of God's plan, let us never forget the pride and arrogance of the Church in the nineteenth century. Behold her sitting back in self-satisfaction, enjoying her so-called cultured sermons and learned ministry, feeling just a little ashamed to mention such things as conversion and the work of the Holy Spirit.
Observe the prosperous Victorian comfortably enjoying his worship. Note his faith in science and his readiness to substitute philosophy for revelation.... Yes, the Church needed chastisement, and it is not at all difficult to understand this twentieth century when we consider the story of the nineteenth. There is indeed a plan discernible in all these things.
God does not stop to consult us, and everything takes place according to "the counsel of His own will." God has His time; He has His own way; and He acts and works accordingly.


From Fear to Faith, pp. 22-3